Parcerias – Lançamento de “Os Mecanismos de Defesa do Coração”

Se você tem um IG literário quer ser meu/minha parceiro(a) para o lançamento de Os Mecanismos de Defesa do Coração, continue lendo para saber mais sobre o processo!

Os influencers literários desempenham, hoje, um papel fundamental na literatura. Mais do que divulgação, eles permitem a criação de nichos literários, de pequenas comunidades que se apoiam e que compartilham o mesmo amor: a literatura.

Sempre que eu termino de escrever um livro, já fico imaginando como será o retorno dos leitores, especialmente como serão as resenhas. Então, é com MUITA ALEGRIA (e ansiedade) que anuncio a abertura de parcerias para o lançamento de OMDDDC.

Saiba mais sobre o livro:

O que você já perdeu enquanto tentava proteger o seu coração?

Rebeca, Luiza e Marcos são jovens universitários em Belo Horizonte e têm algo em comum: tudo está dando errado em suas vidas amorosas.

Os pais de Rebeca estão falidos e ela tem uma decisão importante a tomar. Ou voltar para o interior e desistir da faculdade, ou morar de favor com um amigo de infância — e seu antigo crush. Luiza não quer admitir que está em um relacionamento abusivo, apesar de todos os sinais. Marcos está apaixonado por uma de suas melhores amigas, mas esconde dela um importante segredo que pode mudar tudo.

Enquanto Rebeca, Luiza e Marcos tentam resolver seus problemas, descobrem que o mais difícil é superar os mecanismos de defesa do coração.

O quão longe eles irão para quebrar essas barreiras e encontrar o amor?

Gênero: Romance Young Adult

Objetivos da Parceria

O objetivo da parceria é estabelecer um compromisso de troca, ou seja, os parceiros e eu devemos demonstrar engajamento nas respectivas redes sociais. Em suma, espero que os parceiros ajudem na divulgação do livro.

Os parceiros deverão escrever e publicar uma resenha do livro (em formato (texto, vídeo, etc) escolhido pelo próprio parceiro) em até 60 dias (dois meses) após o recebimento ou empréstimo no KU do e-book.

Caso o parceiro não tenha assinatura do Kindle Unlimited, ele receberá um vale-compras no valor do livro para fazer a aquisição.

Os parceiros que tiverem interesse poderão me auxiliar na organização de leituras coletivas e campanhas de resenha premiada.

Compromisso da Autora

Eu me comprometo a me engajar nas redes sociais dos parceiros, sempre curtindo e comentando os posts possíveis; e sempre na proporção que o parceiro se engajar em minhas redes. Ou seja, a troca será mútua e justa.

Todos os parceiros selecionados serão listados em uma página no meu site, com seus respectivos links de redes sociais, e estarão em um destaque no meu Instagram.

Os parceiros que não tiverem Kindle Unlimited receberão um vale-presente com o valor do livro (para realizarem a compra do ebook).

Receberão também os brindes do livro e brindes de outras publicações minhas.

ATENÇÃO: a parceria é para o livro em versão digital (e-book). Eu irei sortear um exemplar físico do livro para os parceiros.

Vamos ser parceiros?

Para participar da seleção, preencha o formulário abaixo até dia 11 de junho. O resultado será divulgado em 13 de junho no meu Instagram.

ATENÇÃO: a parceria será firmada entre autora e influencer e não entre editora e influencer.

Capítulo 01 – Os Mecanismos de Defesa do Coração

Sinopse

O que você já perdeu enquanto tentava proteger o seu coração?

Rebeca, Luiza e Marcos são jovens universitários em Belo Horizonte e têm algo em comum: tudo está dando errado em suas vidas amorosas.

Os pais de Rebeca estão falidos e ela tem uma decisão importante a tomar. Ou voltar para o interior e desistir da faculdade, ou morar de favor com um amigo de infância — e seu antigo crush. Luiza não quer admitir que está em um relacionamento abusivo, apesar de todos os sinais. Marcos está apaixonado por uma de suas melhores amigas, mas esconde dela um importante segredo que pode mudar tudo.

Enquanto Rebeca, Luiza e Marcos tentam resolver seus problemas, descobrem que o mais difícil é superar os mecanismos de defesa do coração.

O quão longe eles irão para quebrar essas barreiras e encontrar o amor?

O coração é protegido por mecanismos.
Ele entra em modo de defesa toda vez que alguém ameaça quebrá-lo.
Porém, as dores também fazem parte dos pedacinhos que formam os nossos corações.
Então: vale a pena defendê-lo?

Mecanismo I – Negação

Ato ou efeito de negar uma situação ou sentimentos. Às vezes, ambos. 

Capítulo 01

Rebeca

Corro para o banheiro que fica de frente à sala dos professores. Geralmente, é o único que tem papel higiênico em todo o prédio da Letras. Me escondo na cabine da direita e leio os comentários na parede, tentando me acalmar. Nem aqueles sobre sexo oral me fazem rir — como de costume.

Tento equilibrar a alça da mochila na fechadura. Tiro o celular lá de dentro e reparo que minhas mãos estão tremendo. Nossa, já faz muito tempo que isso não acontecia. Droga de ansiedade. 

Leio de novo as mensagens no WhatsApp que me causaram tanto medo:

Mãe: Vamos conversar hj por chamada

Mãe: Importante

Mãe: Depois que você chegar da UFMG

Rebeca: Oq rolou????

Rebeca: Tá tudo bem? 

Mãe: Tudo bem

Eu nunca vou entender porque as pessoas fazem isso. Se tem algo a dizer, só diga. É tortura fazer uma ansiosa esperar. Mãe, você me conhece melhor do que isso. Mas eu também a conheço, e já presumo o que vem adiante: os problemas financeiros da empresa. Mordo a unha do dedão até as lascas de esmalte preto grudarem no dente.

Me sinto tentada a abrir a mochila e engolir um calmante, embora tenha prometido a mim mesma que iria moderar. Só em situações super críticas. E essa… ainda não é. Aproveito a visita ao banheiro e encaro minha imagem no espelho quadrado. Será que eu sempre pareço tão cansada assim? Pego o gloss na mochila e passo uma camada fina. Batons matte são a nova moda, mas eu me recuso. Sou do time do gloss e do brilho labial. Sempre serei. Reparo em uma espinha no nariz e me pergunto se as pessoas percebem o quão abertas as minhas narinas são.

— Sim — aquela vozinha irritante responde dentro da minha cabeça. 

Volto para a sala com passos desanimados. Odeio as aulas de linguística aplicada. A faculdade devia entender que há uma diferença entre as pessoas da linguística e as da literatura. E eu, claramente, prefiro a última opção. 

Rabisco alguns poemas na última folha do meu caderno do ursinho Pooh até que a professora nos diz que vai entregar as provas (que fizemos há mais de um mês!). Droga. Logo hoje.

Infelizmente, meu nome começa com R. Sempre sou uma das últimas na chamada. Quando ela finalmente grita meu nome, levanto da cadeira com tanta pressa que deixo meu celular cair. Me baixo sem nenhum cuidado e tenho quase certeza de que o pessoal lá de trás viu minha calcinha (nota mental: parar de usar vestidos na faculdade — jeans é sempre a escolha certa). Vou apressada até a mesa e ela me entrega a prova. Vejo muita pena em seus olhos. 

E há dor nos meus. Quinze pontos em trinta. Puta que pariu. Como eu fui capaz de perder quinze pontos nessa prova? Já posso dar adeus ao meu conceito A. Vou até minha carteira e quase me jogo. Encaro minha prova em completa desolação. Será que eu fui a única? Eu deveria só pegar matérias em comum com a Luiza, aí eu teria algum meio de comparação.

Tento dar uma espiada na prova da moça sentada na minha frente. Consigo ver um dois e um sete. Merda. Quer dizer, bom para ela. Minha garganta começa a ficar seca e sinto um nó se formando. Já sei o que vem em seguida.

Corro de volta para o banheiro. Espero que ainda tenha papel para eu secar minhas lágrimas. 

Quase nunca tem, mas as lágrimas sempre saem mesmo assim. 

***

O telefone começa a tocar e eu atendo à chamada do WhatsApp como se minha vida dependesse disso. Se for mesmo problemas financeiros, pode ser que dependa.

— Oi, mãe — eu digo.

— Como eu viro a câmera? — Fico encarando a parede da cozinha da casa dos meus pais até que minha mãe, finalmente, consegue mudar para a câmera de selfie. — Oi, meu amor! Estamos com saudades!

Meu pai aparece no fundo. Assim como eu, ele parece cansado. Muito cansado. Ele ainda está usando o uniforme preto e amarelo e sua barba está malfeita. 

— Então, filha, você sabe que a empresa do seu pai tá com problemas…

— Eu sei. — Minha pele já começa a ficar fria.

— As coisas pioraram — meu pai complementa. — Vamos ter que fechar as portas.

Merda. Ver a tristeza nos olhos dos meus pais parte o meu coração. Eu sei o quão duro eles deram, durante todos esses anos, para fazer a empresa continuar existindo. E compreendo que fechar as portas significa que teremos de viver com o salário de professora da minha mãe — e isso não será suficiente.

— Beca, não vamos ter como continuar ajudando você a morar em Belo Horizonte — minha mãe diz. 

— Eu sei — digo, apesar de estar relutando para admitir. 

Lágrimas começam a se formar em meus olhos. Meu coração bate desesperado. Tento não transparecer meus sentimentos, quero parecer forte para meus pais. Fico encarando a tela enquanto eles me encaram de volta. 

Não há o que fazer. O meu salário do estágio mal cobre o aluguel do apartamento que já divido com Luiza e Fernanda. Sem a ajuda dos meus pais, não tenho como me sustentar em BH. O período para se inscrever para conseguir uma vaga na moradia universitária já passou. E sem um lugar para morar, não tem como eu continuar na faculdade.

— Eu vou dar um jeito, não se preocupem — eu falo, mas não há confiança no meu tom de voz.

— Na verdade, filha, nós conseguimos uma solução temporária — meu pai diz todo animado. — Nós demos um jeito! Você se lembra do João, filho do Zé Carlos?

Como eu poderia esquecer? 

Meu estômago quase revira com a lembrança. João, meu antigo vizinho, por quem eu era completamente apaixonada quando tinha uns onze anos. Eu sabia que ele também estudava na UFMG, mas faz muito, muito tempo que não tenho notícias dele (só uma leve stalkeada há uns dois anos e, aliás, ele estava mais lindo do que nunca).

— Lembro sim. Por quê?

— Você sabe como os pais deles são próximos da gente, sempre querendo ajudar, né? Então, o João disse que você pode morar com ele até você conseguir vaga na moradia ou até a nossa situação se ajeitar. Ele mora sozinho bem pertinho da universidade.

Minha pele passou de gelada para em chamas — igual ao vestido da Katniss, de Jogos Vorazes (ou foi no segundo livro que o vestido era assim? Deixa para lá, não importa). Merda. Morar com um… garoto? Horrível. Morar com o ex-amor de infância que é super rico (e gato)? Pesadelo total. 

— De jeito nenhum. Não vou morar de favor. Especialmente com o João. 

— Ou é isso ou é voltar para Uberlândia, Rebeca. 

Fico em silêncio, encarando o celular. Dar uma escolha para alguém tão indecisa como eu é… tortura. 

— Vou pensar melhor sobre isso — murmuro. 

Meus pais jogam conversa fiada comigo, tentando tirar o foco das notícias ruins. Eu tento transparecer calma e alegria, não quero ser mais um motivo de preocupação. Quando eles finalmente desligam, tento pensar em todas as outras opções. Não há nenhuma. Tenho poucos amigos em BH e nenhum com lugar e disposição para bancar o meu aluguel. E todo jovem universitário sabe bem como os aluguéis são caros. Começo a morder as unhas. 

Abro o Instagram e procuro o perfil do João. É engraçado como já fomos inseparáveis, mas hoje somos dois estranhos com recordações em comum. Ele era o meu melhor amigo de infância. E eu era completamente apaixonada por ele. Hoje, eu sequer sigo ele nas redes sociais. 

Já faz uns dois anos que o vi pelo Facebook. Hoje, vejo suas fotos e reparo como ele está diferente. Não é mais aquele nerd magrelo e de óculos (que sempre ganhava de mim no Yu-Gi-Oh). Está mais forte, barbudo e muito mais bonito. Virou o típico hétero top que faz Engenharia. Meu Deus. Rebeca, sem julgamentos precipitados!

Analiso meu coração e não sinto nada vendo as fotos dele, além de reconhecer sua beleza óbvia e padrão. A única coisa que sinto é vergonha. Morar de favor… ou ter de trancar a faculdade e sair do estágio — que foi tão difícil de conseguir. 

Anoto todas as minhas possibilidades num caderno enquanto choro e espero por Luiza. Talvez ela consiga me dizer o que fazer — deixar outra pessoa tomar as decisões por você é uma excelente estratégia para os indecisos como eu.

Por fim, Luiza chega do curso de francês e ouve com bastante atenção todas as minhas reclamações, me pedindo para repetir uma parte ou outra que foi interrompida pela voz chorosa e catarro. Quando termino, ela revira os olhos ao dizer:

— Vamos lá. Opção um: voltar para casa dos seus pais no interior, largar o estágio e a faculdade. Opção dois: dividir apartamento com um bonitão rico? Meu Deus, Rebeca, essa é a escolha mais fácil do mundo. Quem está numa situação bosta sou eu, não você. Se você soubesse o que aconteceu hoje… 

E eu sei que ela vai me falar sobre o babaca do namorado. Quem eu odeio. Quem eu quero socar.

É, talvez meus problemas não sejam tão ruins assim. A menos que João também tenha se tornado um babaca. 

Veremos.

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