Processo de Criação – Corpo em Águas Verdes

Oi, pessoal! Espero que estejam bem! ❤

Eu sempre recebo perguntas sobre o processo de criação das minhas histórias, então, por isso, vim compartilhar com vocês como o conto “Corpo em Águas Verdes” nasceu e cresceu!

O texto abaixo contém spoilers do conto. Então, se você não o leu ainda, clique no link acima!

O Projeto

O conto foi escrito para o “Em um mês, um conto“, um projeto muito legal que reúne autores de diversas partes do Brasil para escrever um conto em um mês.

O tema dessa edição foi conto policial. Então, eu já tinha gênero literário. O desafio era encontrar uma história para contar.

Geralmente, as histórias vêem até mim. Raramente o meu processo criativo se dá dessa forma: pensar num gênero e, a partir dele, criar uma trama.

Por isso eu gosto tanto do projeto: ele me desafia a sair da zona de conforto.

A Ideia

A ideia para o conto surgiu enquanto eu caminhava na Lagoa da Pampulha. Vou contar a história.

O Gabriel, meu namorado, foi treinar corrida na Lagoa com um amigo dele e eu fui junto. Os dois começaram a correr e eu fiquei para trás (triste). Enquanto passeava pelos arredores do marco zero da Pampulha, lembrei do caso de um motorista de aplicativo que tinha desaparecido e depois, infelizmente, seu corpo foi encontrado na Lagoa da Pampulha.

A arte imita a vida.

A partir dessa lembrança triste, eu pensei que seria interessante escrever algo sobre um corpo sendo encontrado na Lagoa.

Hoje, um dos meus propósitos como autora é escrever uma literatura que seja 100% brasileira. Sendo assim, essa ambientação seria perfeita.

Eu tinha a ideia do corpo na Lagoa. Mas faltava todo o resto.

O (pouco) Planejamento

Leitor, preciso ser sincera. Não houve tanto planejamento assim.

Eu precisava de uma trama – e logo me lembrei que eu já tinha planos de escrever sobre uma escritora de terror/ (ahá!) sendo atormentada pelas coisas que escreve.

A trama não foi exatamente para esse lado, mas chegou perto

A partir disso, peguei uma folha e comecei a pensar nos personagens:

  • Giuliana > escritora, 27 anos
  • Marcelo > investigador, 37 anos
  • Bianca > o corpo (sim, é assim que está escrito aqui na minha folhinha)
  • Dona Creusa > mãe
  • Cristina > melhor amiga
  • Pedro > namorado, depois mudei para noivo > SUSPEITO
  • Rubens > chefe > CULPADO
  • Plínio > Uber

E essa foi minha estruturação inicial (manuscrita). Eu não usei nem a metade desses personagens e acabei me decidindo que o culpado era o namorado mesmo, não o chefe de Bianca.

Mudei o culpado porque não teria tempo para inserir outro personagem e desenvolvê-lo.

Mas acabei criando a Miriam, perita e colega de Marcelo. Não sei como ela surgiu, mas ela surgiu e fez uma boa diferença. Talvez seja a minha personagem preferida do conto!

Depois de pensar nos personagens, tentei estruturar a trama. Eu gosto sempre de começar pelos personagens. Acho difícil inserir pessoas “vazias” na história. Na minha opinião, o personagem influencia completamente a trama. Por isso, sempre tento começar por ele.

Transcrição da folhinha:

Corpo encontrado na Lagoa

1- o corpo boianado

2- a obsessão

3- a culpa

E depois fiz outros rabiscos. O plano era começar o conto com um evento importante (Giuliana encontra o corpo) e continuar com o aprofundamento da personagem (que fica obcecada com a vida da vitima). Por fim, como em todo conto policial clássico, temos a revelação do culpado.

A Narrativa

A narrativa não teve um planejamento. Eu sentei para escrever e ela saiu assim, apressada. Não foi intencional. Foi por causa da pressa mesmo. Eu tive pouco tempo para escrever o conto. Ficou diferente da forma que costumo escrever. Mas eu gostei.

O Tempo

A proposta do projeto é publicar cada parte do conto (três no total) semanalmente. Eu escrevi assim, uma parte por semana.

Gastei cerca de uma hora e meia para planejar, escrever, revisar e publicar cada parte.

O Resultado

Fiquei feliz com o conto. Foi divertido escrever uma narrativa mais rápida e mais quebrada, especialmente em um gênero que não era muito familiar para mim (como escritora).

Contudo, acredito que ele teria ficado melhor se eu tivesse dedicado mais tempo à construção da narrativa e aprofundamento da personagem. Mas é como dizem…

Finished, not perfect (em tradução livre: terminei sapo***, não ficou perfeito, mas tá bom)

E aí, gostaram de saber sobre o processo de criação do conto? Gostariam de mais posts como esse aqui no blog?

Deixem uma resposta aqui nos comentários! ❤

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